segunda-feira, 22 de abril de 2013

Gui Leicam conta como conseguiu independência financeira


Sair da casa dos pais para morar sozinho é o sonho de muitos jovens por aí. Mas só deixar o teto dos “coroas” não basta para essa galera... rola o desejo de ganhar o próprio dinheiro também, o que chamamos de alcançar a independência financeira, né? Para isso, é preciso muito estudo e trabalho. Não esquecendo o fato de que cuidar de um lar não é uma tarefa fácil. As roupas precisam ser lavadas e a fome precisa ser saciada, por exemplo! Quem vai lavar? Quem vai cozinhar? 
Na trama de Malhação, o Bruno, personagem do Rodrigo Simas, está em busca desse ideal de independência financeira. O universitário não aguenta mais depender dos pais e amarradão para assumir o comando de sua vida. Na vida real, Guilherme Leicam é o cara que dá o exemplo aqui pro site de já ter conquistado esse tão sonhado objetivo. O interprete do motoqueiro Vitor realizou o desejo de ter seu próprio cantinho e faturar sua grana com muito trabalho. O ator, em entrevista exclusiva, divide com o público sua experiência nesta "saga". Confira:
Como surgiu o desejo de morar sozinho e ser independente?
Quando fiz 18 anos, falei "agora quero ser independente". Sair debaixo das asas dos meus pais, né? Na verdade eu já tinha saído das asas do meu pai. Eu já morava com a minha mãe. Ela veio para o Rio de Janeiro comigo para batalhar. Só que chegou uma fase que eu falei "eu tenho que correr esse mundo aí, cara". Aí fui morar sozinho. Mudei. Na verdade comecei morando com amigos. Geralmente começa assim porque, dividindo, não fica muito pesado e você não fica tão sozinho.
E como fica a saudade dos pais?
Os pais passam pela fase da síndrome do ninho vazio. , o filho estava ali o tempo inteiro e agora tem uma cama sobrando dentro de casa. E como minha mãe é a única pessoa da minha família que está próxima de mim aqui (no Rio), eu não quis abandonar. E para não abandonar, eu virei vizinho da minha mãe. Moro a três minutos da casa dela e a visito todos os dias. Só que agora eu tenho o meu canto, que eu organizo.
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Eu aprendi muito porque a responsa pesa. Aí você sabe o que é pagar uma conta"
Guilherme Leicam
Mas morar sozinho não deve ser fácil, né?
Eu aprendi muito rápido porque a responsabilidade pesa. Aí você sabe o que é pagar uma conta, o que é apagar uma luz, desligar o ventilador. A gente passa a pagar as contas e eu não fui assumindo aos poucos, eu assumi de vez. Eu já estava trabalhando e passei a pagar tudo: condomínio, aluguel, resolver problemas.
Mas você faz tudo dentro de casa?
Ou você faz a comida ou você fica em casa descansando.  Ou você trabalha, ou você limpa. O que eu faço primeiro? Tem que lavar a roupa porque ela não se lava sozinha. Mas essas coisas eu faço desde pequeno porque eu ajudava minha mãe. Trocar uma lâmpada é o mínimo que a gente tem que saber fazer. Agora trocar uma tomada é mais complicado.
E uma grande experiência, né?
O principal é que você passa a dar mais valor. Gente que mora com a mãe tem a roupinha lavada e ainda reclama. Tem comida pronta e reclama. A gente perde tempo lavando roupa, ainda mais quando tem que estudar. Ou você estuda ou você limpa a casa. Como é que fica? Não é só lavar, é estender, dobrar, passar. Eu fiz um esquema. O meu secador é uma arara. Aí quando eu coloco a roupa pra secar, eu já coloco num cabide. Ela já seca lisa. (risos).
Você passa a dar mais valor as coisas e, consequentemente, cresce como pessoa, né? Seus pais ficaram orgulhosos, Guilherme? 
Hoje em dia, graças a Deus, eu posso ajudar meus pais também. A gente veio do Sul, então no inicio foi difícil se instalar. Vendemos tudo o que tínhamos lá para vir morar aqui e agora que estamos conquistando as coisas. Eu comprei meu carro sozinho, trabalhando. E isso é orgulho para os pais. E eu entendo o Bruno (Rodrigo Simas), que está querendo comprar o carro dele, sozinho. Aconteceu exatamente comigo. Hoje vejo no rosto da minha mãe que ela está feliz.
Você tem alguma dica para quem, assim como você, deseja levantar voo com as próprias asas?
A decisão de sair de casa é difícil. Minha mãe chorou pra caramba e eu fiquei triste, me perguntando se eu estava fazendo a coisa certa e se estava na hora. Mas já estava na hora, eu já sentia vontade e sabia que tinha capacidade de trabalhar, comprar minhas coisas...  Até porque sair de casa e não ser nada na vida, não dá segurança ao seu pai, sua mãe. Aí talvez seja melhor fica nas asas deles mesmo. Eu saí porque estava seguro. Eu falei para a minha mãe: "mãe, eu vou evoluir". E foi isso que aconteceu.
Sai a comida da mamãe e entra a comida do Guilherme. Sabe cozinhar?
A gente aprende fazer comida na marra. Você tem que aprender a cozinhar. Muita coisa eu aprendi com a minha mãe, quando morava com ela, que uso hoje em dia. Se bem que eu não moro sozinho, sozinho ainda. Moro com dois amigos (Mauro Cominato e Átila Douetts), que também são atores. Eles saíram de São Paulo e estão na batalha aqui. Então a gente troca muita coisa cara, porque a gente não tem mais a mãe, mas temos os amigos para ajudar. É como se fossem irmãos.
E como é o convívio com os seus amigos em casa?
Lá em casa não tem regra nenhuma, desde que todo mundo seja higiênico e responsável. Por exemplo: "não vamos atrasar as contas e vamos limpar a casa". Cada um toma uma atitude. A única parte chata da casa é essa manutenção. Tem que fazer, não tem jeito. Mas lá a gente se vira. Cada um limpa o que sujou e a gente se junta uma ou duas vezes na semana para dar uma geral na casa. , uma limpeza com três marmanjos é coisa rápida (risos).  O engraçado é que minha casa é organizada. As pessoas pensam: "só mora homem. Como deve ser essa casa?". Só mora homem que foi criado com mãe, então temos nosso esquema. Eu sempre quis ter o meu canto e agora que tenho preciso valorizar.

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